quarta-feira, setembro 18, 2013

a verdade que nos vendem

sempre tive um prazer enorme em expor o engano que se esconde por trás de uma grande certeza e a verdade é que nunca quis ser um homem de fato e gravata, um desses senhores graves, cansados do trabalho, cheios de soluções para tudo, com uma vontade imensa de mandar no mundo. sempre vi por detrás disso uma frustração, o descontentamento de filhos que toda a vida ansiaram por um pouco de atenção, por um simples «gosto muito de ti», uma mulher que nunca ouviu nem ouvirá um “és tudo para mim”. sempre gostei dos dias de chuva no verão, mas agora, cada vez mais, parece que a única coisa que me interessa é a clandestinidade, insurgir-me perante a verdade que nos querem vender a toda a hora e sonho muito com o dia em que, de espada em riste, feito guerreiro medieval, obrigarei pessoas que não querem saber de ninguém a trabalhar para nós, da mesma forma que agora trabalhamos para eles, porque se há coisas que odeio são conjecturas, a economia dos números, os ajustamentos e as necessidades de requalificação: o que é preciso é flexibilizar-lhes a alma, ensinar-lhes que só o amor e a felicidade é que contam, e que há um caminho alternativo à democracia da subordinação
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mg 2013

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