sexta-feira, janeiro 21, 2011

Enquanto as palavras se evaporam

o tempo é agora
e tudo está a mudar.
não tentes segurar as horas
que elas te escorrem;
estás perdido no tempo,
nas tuas horas, nos teus minutos,
décadas, estás perdido em ti;
e o teu cérebro é o teu mundo,
a tua adolescência
misturada no teu agora
depois de vinte anos vinte
que de repente se tornaram trinta, 
quarenta, cinquenta, dez
porque tudo é agora, tudo és tu
ainda e sempre aqui
enquanto as palavras se evaporam

MG 2011

sábado, janeiro 08, 2011

Por isso não respondas

continuo a ver na distância
do teu nome uma criança a gritar
silêncio no corredor do sonho;    
a cicatriz e o peso da memória
(e como cresceste meu amor)
mas as palavras são perpétuas
- por isso não respondas -
aquele verão foi mesmo uma desordem:
o sabor metálico da saliva
escorrendo lentamente
nos teus lábios selvagens
e à noite o vapor das narinas
- lembras-te?
já não consigo ver o incêndio
mas se por acaso os teus passos
irrompessem na minha direcção
era fácil afogar-me no fogo,
outra vez

MG 2010

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Aqui tens o meu mundo

























Esferográfica s/ papel A4


MG 2001

terça-feira, janeiro 04, 2011

Tantas vezes sou só o silêncio

Tantas vezes sou só o silêncio
de uma memória antiga,
por debaixo do tapete,
num olhar distante.
Viajo sem destino,
sem sair do mesmo lugar,
num desejo de gritar o teu nome,
num delírio de ainda te sentir aqui

MG 201

quarta-feira, dezembro 29, 2010

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Doze memórias doze

Não é a memória que tropeça no poema
é o poema que emerge sempre
em viva voz da clara luz dos teus olhos
doze anos e doze poemas afins
doze memórias doze vinte cinquenta cem
os anos não importam
porque a memória resgata sempre
o vicioso poema – o teu olhar
à distância que nos separa

MG 2010

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Poema de 1988

"(...) A professora deixou-nos olhar para a borboleta

para nós fazermos um texto e o texto é este."

MG 1988



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segunda-feira, dezembro 13, 2010

Mãos que acalmam
Tratto clip s/ papel A3 / MG 2006

domingo, dezembro 12, 2010


O princípio de tudo


MG 2010

Tratto clip e aguarela [retirado do caderno do silêncio]

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Chemistry for free























Aguarela e colagem s/ papel

[retirado do caderno do silêncio]

MG / 2010

sábado, dezembro 04, 2010

A conversão do eu






















Tratto clip e aguarela s/ papel / 16x22cm
[retirado do caderno do silêncio]

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Chuva de letras



















MG 2006 | 30x42cm

quarta-feira, dezembro 01, 2010

se te esqueces não volta mais

uma lâmpada fundida
abranda o desenho
do teu nome na areia
lenta
no fluxo desta insónia dunar
os cabelos longínquos
desgrenhados na ausência
mas porque é que desististe assim
sem mais

e agora

uma flor lilás içada para lá do mundo
ao encontro de uma outra coisa qualquer
distante
um lago no olhar
a memória dissimulada
e em cada gesto uma sensação
de perfume vazio
a casa cansada
os corpos no escuro

uma lâmpada fundida é o princípio de tudo
se te esqueces não volta mais
e se volta já vem diferente

MG

terça-feira, novembro 30, 2010

E de repente o ardor
























Tratto clip s/ papel / 30x42cm

MG / 2008

segunda-feira, novembro 29, 2010

Por trás do rosto
























Carvão s/ papel | 30x42cm | MG 2008

quinta-feira, novembro 18, 2010

Somos tantos num só























Carvão s/ papel | 21x30cm | MG 2001

sábado, novembro 13, 2010

duas mãos duas

Colagem riscada s/ fotocópia | 30x40cm | MG 2006

sexta-feira, novembro 12, 2010

Day dreaming

«do you see me standing still
under a waterfall in tiny swimwear?»
you ask me once again
on this twenty inches monitor

in this friday afternoon dream
i go wild and i don't care
after drin...kin...kin’ another fast tequilla
under my computer desk

MG 2010

quarta-feira, novembro 10, 2010

Fátimah

[Pormenor] |  Pastel sobre tela | 70x30cm | MG 2004

terça-feira, novembro 09, 2010

Desenhos [2]

Às vezes ladramos à lua
que nem cães em fúria