domingo, dezembro 12, 2010


O princípio de tudo


MG 2010

Tratto clip e aguarela [retirado do caderno do silêncio]

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Chemistry for free























Aguarela e colagem s/ papel

[retirado do caderno do silêncio]

MG / 2010

sábado, dezembro 04, 2010

A conversão do eu






















Tratto clip e aguarela s/ papel / 16x22cm
[retirado do caderno do silêncio]

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Chuva de letras



















MG 2006 | 30x42cm

quarta-feira, dezembro 01, 2010

se te esqueces não volta mais

uma lâmpada fundida
abranda o desenho
do teu nome na areia
lenta
no fluxo desta insónia dunar
os cabelos longínquos
desgrenhados na ausência
mas porque é que desististe assim
sem mais

e agora

uma flor lilás içada para lá do mundo
ao encontro de uma outra coisa qualquer
distante
um lago no olhar
a memória dissimulada
e em cada gesto uma sensação
de perfume vazio
a casa cansada
os corpos no escuro

uma lâmpada fundida é o princípio de tudo
se te esqueces não volta mais
e se volta já vem diferente

MG

terça-feira, novembro 30, 2010

E de repente o ardor
























Tratto clip s/ papel / 30x42cm

MG / 2008

segunda-feira, novembro 29, 2010

Por trás do rosto
























Carvão s/ papel | 30x42cm | MG 2008

quinta-feira, novembro 18, 2010

Somos tantos num só























Carvão s/ papel | 21x30cm | MG 2001

sábado, novembro 13, 2010

duas mãos duas

Colagem riscada s/ fotocópia | 30x40cm | MG 2006

sexta-feira, novembro 12, 2010

Day dreaming

«do you see me standing still
under a waterfall in tiny swimwear?»
you ask me once again
on this twenty inches monitor

in this friday afternoon dream
i go wild and i don't care
after drin...kin...kin’ another fast tequilla
under my computer desk

MG 2010

quarta-feira, novembro 10, 2010

Fátimah

[Pormenor] |  Pastel sobre tela | 70x30cm | MG 2004

terça-feira, novembro 09, 2010

Desenhos [2]

Às vezes ladramos à lua
que nem cães em fúria


segunda-feira, novembro 08, 2010


Desenhos

MG 2010

domingo, novembro 07, 2010

Os pinhais em chamas

Às vezes os silêncios
gritam-nos aos ouvidos;
o desconforto logo às primeiras
horas da manhã;
a reverberação adolescente;
os teus olhos reflectidos
no incêndio das águas de novembro

são seis e vinte e dois de dois mil e dez
mas parece que estes doze anos não foram suficientes
para me convencer que nunca mais
aquilo que quase fomos poderá voltar a ser
a lentidão das tardes em que me escorrias
pelo corpo
e a luz crepuscular
na volúpia indiferente dos teus olhos:
o lirismo dos dezanove

e porque esta noite sinto outra vez
a falta dos palácios que erguíamos
a olhar os pinhais em chamas
estou tentado a deixar que o poema
seja a memória daquilo que por pouco
chegámos a ser

deixa-me jogar palavras de sangue no papel
até que seja possível
sentir-te naufragar de novo em mim
deixa-me inundar a folha
com os segredos que guardámos no escuro
e nunca digas que as florestas são densas demais
para nos encontrarmos
porque de uma coisa me lembro melhor:
do que mais gostávamos
era de nos perdermos

MG 2010

quinta-feira, novembro 04, 2010

[Novamente o caderno do silêncio]

«a histeria assume principalmente aspectos morais;
assim tudo acaba em silêncio e poesia»

Fernando Pessoa



















MG 2010

quarta-feira, novembro 03, 2010


[Mais do livro do silêncio]

sábado, outubro 30, 2010

[ainda a propósito do poema anterior]

Clube de combate

Podes muito bem ser o próximo
a coompreender a excelência do abismo
a beleza do precipício
o vórtice desta nossa vidinha

(eu já o sinto como uma religião)

está na hora de deixares emergir
o anti-herói que há em ti

vives num circo de pessoas postiças,
numa ilusão de quereres ser
o que a televisão te confirma que um dia
virás a ser: we will all be
movie gods, millionaires and rock stars

a turbulência da queda
também tem a sua estética
o desejo de manchar o tapete
a magia de nos desviarmos do plano
de nos iniciarmos no combate connosco próprios
de sentirmos a verdade aos nossos pés

(eu já o sinto como uma religião)

um gajo só vive quando se desafia a si próprio
quando aprende a cair sobre os vários solos

sexta-feira, outubro 29, 2010

O POEMA ENSINA A CAIR

O poema ensina a cair
sobre os vários solos
desde perder o chão repentino sob os pés
como se perde os sentidos numa
queda de amor, ao encontro
do cabo onde a terra abate e
a fecunda ausência excede

até à queda vinda
da lenta volúpia de cair,
quando a face atinge o solo
numa curva delgada subtil
uma vénia a ninguém de especial
ou especialmente a nós uma homenagem
póstuma.

Luíza Neto Jorge

quinta-feira, outubro 28, 2010

[retirado do caderno do silêncio]

isto não é um borrão silencioso

quarta-feira, outubro 27, 2010

[retirado do Caderno do Silêncio]

O som do mar é funesto
e tem graça que hoje dei por mim
a sonhar com anzóis mortais