Quinta-feira, Dezembro 22, 2011

Poemário prostibular [27]

Ainda hoje
melhor que ninguém
saberias despir-me
as palavras
bastaria um olhar
a curva de um olhar
as arestas
o silêncio gritante
e o desejo verteria
à flor da pele
rasgaríamos
as nossas vestes
com a pujança
do poema
que em tempos
chegámos
a redigir
.
MG 2011

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